Prisão preventiva para acusado de tentativa de homicídio de Donald Trump
Uma juíza norte-americana do Distrito de Columbia determinou hoje a medida de prisão preventiva sem fiança para Cole Allen, acusado de procurar assassinar o Presidente Donald Trump, no jantar de jornalistas correspondentes na Casa Branca, no sábado.
Allen é acusado de querer matar Trump, delito que pode implicar uma sentença de prisão perpétua, e outros relacionados com transporte e uso de armas.
O acusado procurou entrar armado no salão do hotel onde decorria o jantar, com a presença de Trump e a primeira dama, Melania, vários membros do governo, o presidente da Câmara dos Representantes e cerca de dois mil convidados.
Segundo a acusação da procuradoria, pelas 20.30 (hora local), Allen contornou, a correr, o arco metálico de controlo de segurança, dirigiu-se para as escadas que davam acesso à sala do jantar e disparou uma arma.
Agentes do Serviço Secreto responderam com cinco disparos e Allen, sem ter sido atingido, caiu no chão, onde foi dominado.
O incidente não causou vítimas, se bem que os disparos tenham provocado a retirada de Trump.
O acusado deixou várias mensagens eletrónicas ante do ataque em que detalhava que o seu objetivo era Trump, a quem chamou "pedófilo, violador e traidor".
Segundo documentos judiciais, Allen planificou o ataque durante semanas e viajou de comboio, desde a Califórnia, estando armado e para evitar os controlos de segurança dos aeroportos.
Além disso, reservou duas noites no hotel onde se realizava o jantar para poder entrar nas instalações como hóspede, que eram os únicos que podiam aceder ao hotel na ocasião.